Home

Advertisement

Customize

Previous 20

Jul. 23rd, 2009

thirties

Dec. 28th, 2008

2008 foi um ano bom

Mas está terminando ruim. Os problemas aparecem quando você menos os espera. Então, por fim, está acabando assim: meio cagado, meio esquisito, meio em crise – que não é minha, mas me afeta. Espero que 2009 comece melhor, com mudanças positivas, pra variar um pouco. Chega de merda, chega de sustos, chega de grandes verdades. Às vezes a mentira parece melhor e menos dolorida para aqueles que nos cercam. Doeu. Fiquei triste e parece que uma parte do meu coração se partiu para todo o sempre. Os loucos são pessoas sinceras demais. Eles não têm nada a perder, não precisam dissimular nada. A gente é que vive na mentira.

Ainda não consegui dormir… Me joguei demasiado. Voltei e ardi de saudades da minha filha que estava passeando com a avó. Minha filha, que é a melhor coisa da minha vida, o amor maior, para quem eu acordo e sorrio todos os dias. Sinceramente, aguardo ansiosamente pelo dia em que estarei velha demais para essas festinhas. Velha e careta e rezando para minha filha não ser como eu. Talvez eu procure Deus em alguma de Suas moradas e reze por meia dúzia de almas. Será um dia de glória.

Dec. 11th, 2008

(no subject)

Vou falar uma coisa: ando tendo visões.

And you never ask questions
When God's on your side.

Mar. 7th, 2008

Transcrições de outros dias e outras horas

Vazio de pensamentos. Claustrofobia e nervosismo. Vontade súbita de fumar. Sempre achei a fumaça mais bonita que o gosto. Mas não agora. Necessidade de estar só. Longe de solidão. Às vezes quero apenas me ver longe do cotidiano. Ele mata. Mas onde eu vivia não era a morte?

(no subject)

As pessoas que aqui chegam me dão asco. Quase todas. A maioria. À noite as coisas não são muito diferentes. Gente que fede. O sono e o mau humor me dominam. Quero estar em qualquer lugar menos aqui. Tire os flashes da minha cara. Eu não sou ninguém, nenhum desses que gostam de spotlight. Por mim um canto escuro está bom, eu só quero esquecer um pouco de mim, não estou nem vendo ninguém, não estou nem vendo suas caras de espanto. “O que é que há de errado, amigos?” Todo mundo se vale de drogas o tempo todo , não importa o tipo, é tudo a mesma merda. Percebe? As horas passam e hoje eu só espero que elas passem mais rápido. Quero ir pra casa. Quero dormir.

(no subject)

Nem lembrei de ver a sua foto. Assim, nem por curiosidade. Não é que eu tenha raiva, nada disso, apenas indiferença. Imagine você que todo aquele amor virou isso. Além de um livro, é claro. A raiva passou, a tristeza passou e se eu tornasse a te ver hoje, não saberia nem o que dizer. Talvez eu lhe desse um sorriso, não aquele cheio de dor e rancor de quando eu te achava um idiota. Um sorriso calmo da onda que passou e nada deixou, além de umas marcas na areia. Talvez hoje eu te entenda, não era para você o amor. Não todo aquele amor. Não essa vida de quem acorda e dorme para trabalhar. Uma vida sem tantas surpresas. Você será sempre um cachorro sem dono, abanando o rabo para ganhar um prato de comida e latindo seus escárnios para qualquer cadela que quiser uma noite de amor vagabundo.

Feb. 26th, 2008

(no subject)

Amassei o último cigarro de hoje. Gosto deles acesos e das músicas tristes na madrugada. Não penso em nada muito complexo, fico só a achar uma ou outra coisa que valha.

não vou tirar a paz do meu espírito
para mostrar quanto valho

Feb. 21st, 2008

(no subject)

o gosto da menta.

Feb. 18th, 2008

(no subject)

Long live our lo-o-ve, long live our happiness,
Here's a toast to happiness,
Long live our love.

(no subject)

Saímos para ir ao teatro. Era mais uma fuga. Eu sairia para qualquer coisa, mas ando interessada em teatro. Andamos por aquelas ruas da Bela Vista – um dia já deve ter sido mais bela -, respirando o ar úmido que ela conserva: seus casarões, velhas pousadas abandonadas, cheiro de mijo, bêbados e pombas… Eu gosto de andar, a cidade é um velho fantasma que nunca me abandona. Tenho um lance com a cidade, especialmente com o velho centro. Bom, muitos têm. Desci aquela escadaria com as minhas lembranças – quem pode apagá-las? Depois de muito rodar, acabamos no único lugar que aceitava dinheiro plástico, um bar de samba. Um samba chato. Não sei bem qual é o tipo legal, mas ele me disse que não era aquele. Definitivamente não. E ali ficamos, tomando algo enquanto não dava a hora da peça. Não vou falar dela. É raro eu encontrar algo que me apeteça. Depois da peça fomos à casa de uns amigos. Na hora foi bom. Não era uma noite que eu passaria deprimida no banheiro, pensando coisas ruins. Estava consciente de não começar a ter com a vida daquele ângulo. Entre um tiro e outro, ouvi muitas coisas sobre Deus. Talvez eu devesse ouvi-las. Talvez por isso eu estivesse em paz.De alguma forma, Ele estava lá. Mesmo que estivesse triste comigo. Mesmo que no dia seguinte eu estivesse morrendo de vergonha Dele, sem coragem sequer de dirigir-Lhe qualquer palavra de perdão ou um simples pedido de cuidado – com a minha filha.

Jan. 30th, 2008

(no subject)

Às vezes tenho a sensação de não estar fazendo nada. Não passa. Sei que não estou. Está tudo parado, para sempre encaixotado dentro de mim e das caixas de papelão. Não era uma coisa que eu queria, perder a poesia que havia em mim. Talvez fosse triste, mas era minha. Triste, mas era eu. E por ser triste, era também bonita. Não era de uma tristeza miserável, dessas que se sente pena. Era de uma trizteza intensa, que mostrava que em mim havia vida e som e fúria. Agora há tantas outras coisas. Daqui a pouco começa tudo de novo. Me preocupo com a fome. Não tenho tempo para nada. Vivo um not to be. Não dá para explicar. Só eu sei. Tenho os dois lados da moeda e não me sinto completa em nenhum deles. Essa é a grande verdade. Não vou temer dizer mais nada. Talvez se eu pudesse juntar os dois… Talvez…

Jan. 25th, 2008

(no subject)

Ontem eu falava do céu, hoje estou num mau humor dos infernos. Há dias em que não dá vontade nem de voltar pra casa, é verdade. Às vezes me sinto numa prisão, vigiada 24 horas. Há dias em que não dá vontade nem de ser legal. Só dá vontade de ser chata, brigar e gritar, afinal, as coisas não são como nós gostaríamos. Nunca são, e isso gera uma certa raiva que fica ali, azedando alguma coisa dentro de você. É foda.

Jan. 22nd, 2008

Só as mães vão pro céu

O mundo todo está prenhe e as mamães estão, com o devido orgulho, exibindo os seus barrigões pela internet. O mundo todo está sendo povoado de Valentinas e Teos. Que bom. Valentina é o nome da minha filha também. Até então era um nome que eu não via muito, mas, enfim, parece que pegou. É muito legal, sim, estar grávida. É uma fase muito especial e dá um orgulho danado da barriga. Realmente dá vontade de sair por aí esfregando ela, a barriga, na cara de todos e esbanjar esse momento único de felicidade. As mães têm um pouco de pena das mulheres que não são mães (porque escolheram ou não puderam ou ainda não chegou a hora) e também desses caras babacas de trinta anos que nunca conseguiram amar ninguém de verdade. Mães são assim, se acham seres superiores. Talvez sejam. Quem sabe? A verdade é que ser mãe dá muito trabalho também. A barriga é o mais fácil: só amor e curtição. O problema é o depois. A volta pra casa do hospital com um bebê no colo e uma vida completamente diferente, alterada para sempre. Se a pessoa não tiver equilíbrio, enlouquece. E se os pais não souberem lidar com a nova situação, terão vida curta juntos, pois não há momento mais delicado na vida de um casal que a presença de um novo ser entre eles. A realidade não se parece em nada com o mar de rosas que estampam nas revistas de bebês todos os meses. Pfff. Ter filho pode ser muito fácil quando se larga com a babá ou a mãe, mas assumi-lo em todas as doenças e trocas de fraldas e mamadeiras e sono, ah… isso dá trabalho, é só para mães de verdade. Sem comentar as mães solteiras, verdadeiras heroínas, pois eu não consigo imaginar o que teria sido de mim e da minha filha sem o meu marido, um pai como poucos.

Jan. 20th, 2008

(no subject)

Seems like so long ago now

But I can still remember those feelings

Of being left alone with myself

Sitting in the garden

Watching our house burn

Knowing I couldn't help it


Wanting to explode


And it was my idea

And I put you there

I lied and said I didn't want you

You were running to someone else

Breaking the spell

Being able to see me for what I really was

And then the flames

Nov. 1st, 2007

(no subject)

I ain't played for nobody in years
I wanted me some kids, a whole mess of them.
But for Rose, my wife, kids is for another time.

Then one spring,
I seened a change in her
Her breasts started swelling up
Couple of mornings, hear her in the bathroom throwing up
I done seen it in other women before,
so I knew.

Rose said she had to go to Jackson,
visit her folks,
and she ain't wanted me to go,
so I stayed here.

You know how they talk about a woman having that glow?
She didn't have it no more.
She done cut it out.
Got rid of it.

That voice in my head,
every time I think it's gone,
it comes howling back.

Calls me when I'm ailing,
when I can't find my way home.
Lost in the pines
I calls it the Black Snake Moan.

Black snake all in my room
Black snake all in my room
Some pretty mamma
Better get this black snake soon

Black snake is evil
Black snake is all I see

Woke up this morning
Black snake moved in on me.

Oct. 31st, 2007

when the lights go out

don't it hurt so bad
when you're standin in the sun
in the bottom of your heart
you don't love no one

you can be oh so mean
I just can't see, no in between
you know what the sun's all about
when the lights go out

what a way to live
back of your class
end of the line
always last

you can be oh so mean
I just can't see, no in between
you know what the sun's all about
when the lights go out

see the moon
see the stars
from your lonely seat
in your lonely cars

you can be oh so mean
I just can't see, no in between
you know what the sun's all about
when the lights go out

.

só uma letra bonita.
porque eu nunca mais me senti assim, no sol, sem amar ninguém.

para sempre eu vou ter alguém para amar. forever.

May. 4th, 2007

(no subject)

Respirar fundo. Bem fundo(...)
Poderia ser mais fácil, Deus?

Mar. 29th, 2007

(no subject)

Eu sempre tive um certo constrangimento de que meus pais descobrissem que eu não era quem eles pensavam que eu era. Na verdade, acho que eles sabiam, mas os olhos não viam. Não claramente. Talvez me vissem sob as lentes de um óculos escuro. Não sei. Nunca disse que eu era. Sou muito do que eles são - de bom -, sou muito do que eles são - de ruim, ninguém é perfeito -, e também sou muito do que eles não são e nem imaginam que eu seja. Ou talvez imaginem. O fato é que mesmo fora de casa, agora tocando a minha própria vida, ainda penso nisso. Penso no que eles pensam de mim. Não que eu ache as coisas que eu faço erradas. Eles acham. Bem, talvez algumas.

Mas, da minha filha, espero que ela seja ela. Que seja grande, tranqüila, segura e determinada em suas vocações.

Mar. 22nd, 2007

(no subject)

Valentina dorme
Dorme Valentina
Cada vez maior
Cada vez mais linda
Cada vez mais espertinha
Amo tanto que chego a pensar que mereço.

Amo-te, minha filhinha.

.

A idéia de não ser hoje nada do que eu almejei me decepciona.
A constatação de ter coisas que eu nunca planejei, por outro lado, me traz felicidade.
Assim eu me equilibro.

Mar. 20th, 2007

(no subject)

Eu não entendo (muito bem) o por quê de se romantizar os pés-na-bunda, os corações partidos, amores que foram embora e te largaram chorando no chão da cozinha. Isso só fica bonito nas letras de música, nas telas do cinema, nas entranhas dos livros, porque quando é com a gente mesmo é uma bosta, você sabe. Bem, talvez não seja uma escolha, apenas azar. Só não acredito que isso possa ser motivo de orgulho, colecionar num álbum de figurinhas os pedaços de si próprio. Daí sair por aí e fazer tudo de novo. Acreditar, a gente acredita, nós, as pessoas românticas, mas chega uma hora que não só cansa, vira burrice.

Eu nunca senti orgulho dos meus fracassos pessoais, aqueles que eu provoquei e aqueles que vieram (ao acaso? acho que não...). Eles me renderam algumas histórias, é verdade, nenhum dinheiro no bolso, o contrário disso, e algum aprendizado: parar de uma vez por todas de amar as pessoas erradas. Sabe o que é, darling, eu queria te falar: essas pessoas-pobres-diabos da balada que têm um falso 'ego' a sustentar e depois são como ratos, veja bem, elas só servem na balada, enquanto a sua cara está cheia de álcool e o seu nariz cheio de pó. Elas não servem para você levar pra casa e se apaixonar. Desista.

Quando eu aprendi isso a minha sorte mudou e hoje eu só tenho azar no jogo. Aprendi que nenhum desses que eu encontro por aí vale mais que uma olhada despretenciosa. Nada vale mais do que ter ao seu lado alguém de verdade, carne-e-osso-e-defeitos-e-fragilidades, mas que está longe de ser rato.

Previous 20

Advertisement

Customize